Carregador Portátil para Celular (powerbank) Pineng

Saudações, Campistas!

Sabemos que a grande maioria dos campings possuem rede elétrica, com muitas tomadas à disposição dos campistas. Então, carregar eletrônicos nestes locais deixa de ser um problema se você não esquecer de levar sua extensão. E mesmo que o local em si não disponha de rede de telefonia celular, o aparelho ainda pode ser utilizado de várias formas, como por exemplo servir de GPS Outdoor numa trilha.

Ainda que seja possível recarregar seus dispositivos na tomada do camping, hoje em dia é difícil a bateria de um celular durar um dia inteiro, principalmente se o sinal for fraco no local onde você está. Embora os puristas simplesmente sejam terminantemente contra o uso de celulares num camping - uma vez que quem acampa acampa justamente para ter um contato maior com a natureza - devemos ponderar: o celular há muito tempo se tornou o nosso principal gadget de uso diário: é a nossa câmera, o nosso GPS e, numa emergência, é o meio mais fácil de pedir ajuda. Portanto, ainda que no "modo avião", ter um celular à mão é sempre uma boa ideia.

Pensando justamente nessas condições, da necessidade de ter uma fonte de energia que independa da tomada, principalmente para carregar a bateria do celular enquanto você o utiliza como um GPS outdoor numa trilha ou travessia, resolvi adquirir um desses carregadores portáteis, cuja análise coloco abaixo. Mas antes disso, aprenda a escolher o carregador ideal para sua necessidade.
Pineng PN-999, o modelo que escolhi


Como Escolher o carregador portátil ideal

Antes de tudo, saiba que um carregador portátil nada mais é do que um banco (conjunto) de baterias - daí o nome "power bank". Por não ter uma limitação de peso ou tamanho, esses carregadores portáteis, diferentemente do que acontece com nossos celulares, não tem necessidade de serem leves ou pequenos: as baterias internas pesam e ocupam espaço, portanto o tamanho e o peso do carregador portátil tem relação quase direta com sua capacidade.

A capacidade de um carregador portátil é medida em mAh, ou seja, mili-ampére/hora. O Ampère é a unidade que mede a corrente elétrica. Quanto maior seu valor, mais energia seu carregador é capaz de armazenar. Difícil de entender? Então veja só:

Imagine que a bateria de seu celular seja uma caixa d'água e o carregador, o cano que a enche. O carregador portátil é o carro-pipa que você chama quando acaba a água da rua. 
Se sua caixa d'água (a bateria do seu celular) for de pequena capacidade, ela vai se esgotar rapidamente. Um carro-pipa será capaz de encher essa caixa d'água várias vezes antes de precisar voltar e ser enchido novamente. 
Agora, se a falta de água atinge um edifício, cuja caixa d'água é gigante (assim como o consumo), provavelmente o mesmo carro-pipa vai conseguir encher a caixa d'água deste edifício uma vez só antes de ter que retornar e reabastecer.

Entendeu? A lógica é a mesma, com a diferença que, ao invés de litros, estamos falando em Ampères.

1) Qual a capacidade da bateria do seu celular? 

Na embalagem veio um cabo USB/Micro USB e um manual em português
O fabricante sempre divulga a capacidade da bateria do aparelho celular (e do tablet etc), seja no manual ou no site. Este é o "tamanho" da bateria, ou seja, a quantidade de energia que ela consegue acumular. O meu aparelho, por exemplo, tem uma bateria de 2.800 mAh, ou 2,8 Ampères. O carregador portátil que comprei tem capacidade de 20.000 mAh (20 A). Logo, dividindo-se a capacidade do carregador portátil pela capacidade da bateria, chega-se ao número de vezes que o carregador consegue "encher" a bateria do celular:

20.000 / 2.800 = 7,14 vezes.

O produto tem duas saídas: uma com
capacidade  de fornecer 2,1 A e outra, 1 A
Há um problema nessa conta: nem a bateria do carregador portátil e nem a do celular tem 100% de eficiência. E, mesmo que tivesse, ainda há os circuitos eletrônicos que gerenciam a carga, tanto no celular quanto no carregador, que consomem energia. De modo simples, essa eficiência fica na casa dos 86%. Aplicando isso à continha acima, descobrimos que o carregador portátil que comprei é capaz de carregar meu celular por volta de 6 vezes. O que é bastante, ao meu ver.

Tenho também um tablet, cuja bateria é de 4.600 mAh. Na mesma conta acima, o carregador é capaz de carregar o tablet completamente umas 3,5 vezes.

Logo, o primeiro passo para você saber qual carregador portátil é o ideal para você é  justamente a capacidade da bateria do(s) gadget(s) que será carregado por ele.



2) Qual a intenção do uso do carregador portátil?

Carregando o Tablet
Se no seu planejamento você vai ficar poucas horas longe da tomada, você pode optar por um carregador portátil de menor capacidade (lembre da continha lá em cima). Lembre-se de que quanto maior a capacidade, maior o volume e o peso do carregador: o modelo que comprei (Pineng 999) pesa 445 gramas. Um outro carregador do mesmo fabricante, só que com metade da capacidade (10.000 mAh) pesa 246 gramas. É uma diferença e tanto, principalmente se o carregador for só mais uma das tralhas que você vai ter que carregar na mochila por longos quilômetros...

3)  Onde e como comprar?


Eu comprei o meu no Mercado Livre, depois de pesquisar bastante o produto e o vendedor. Isso porque você vai encontrar muito produto falsificado, com valores de armazenamento irreais e preços suspeitos. Os produtos da Pineng trazem em sua embalagem uma etiqueta que, ao ser raspada, revela um número que pode ser usado para verificar, no site do fabricante, se o produto é original ou não. Não sei até que ponto essa verificação funciona, mas já é melhor do que nada. Embora óbvio, é sempre bom avisar: desconfie de produtos baratos demais... 

4) Como usar?

Tem até um LED, que funciona
como lanterna!
Agora que você fez sua escolha, vamos aprender a usar o carregador portátil. É muito simples: basta conectar um cabo USB (que normalmente acompanha o produto) ao carregador e a outra ponta no celular. Pronto! Quando seu carregador portátil estiver precisando de uma recarga, basta ligá-lo, com o próprio carregador de parede do celular, através da porta de alimentação.

Esqueça as lendas: "a primeira carga tem que ser de 24 horas", "tem que carregar três vezes antes de usar" etc. Isso valia antigamente, quando as baterias à base de Ni-Cd (Níquel-Cádmio) apresentavam o nefasto efeito memória. Hoje as baterias são de lítio ou de polímero de lítio, que não sofrem esse problema. Porém, as baterias modernas tem outra limitação: o chamado ciclos de carga.

Um ciclo de carga é aquele onde a bateria é esvaziada antes de ser recarregada. Uma bateria de lítio (ou de polímero) não pode ser totalmente descarregada: antes que isso aconteça, o próprio circuito eletrônico de proteção da bateria vai interromper a descarga, desligando o aparelho. Se porventura uma bateria de lítio for totalmente descarregada, ela simplesmente não vai mais poder ser recarregada, tornando-se inutilizável.

Baterias de lítio tem um número de ciclos de carga, que variam conforme o fabricante das células, mas que giram em torno de 500 vezes. A partir daí, em média, a bateria vai perdendo sua capacidade de reter carga. Isso é bem perceptível nos celulares: notou que o seu próprio aparelho, depois de um ano de uso, passa cada vez mais horas por dia grudado no carregador? Quando a idade chega, não há o que fazer senão substituir a bateria, o que nem sempre é barato.
No display, o estado da carga das baterias internas e, caso
esteja carregando algum equipamento, a tomada utilizada

Porém, se você notou, um ciclo de carga é aquele que a bateria é quase que completamente descarregada antes de ser carregada. Se você adquirir o saudável (para a bateria) hábito de efetuar pequenas recargas durante o dia (ao invés de só ligar o celular no carregador quando a bateria "morrer"), a contagem de ciclos será estendida. Viu como o que vale para as baterias de hoje é praticamente o contrário do que valia para as baterias de 10 anos atrás?

Ah, eu já ia me esquecendo: este tipo de carregador pode ser usado para carregar qualquer coisa que seja carregado através de um cabo USB: celulares, tablets, alguns laptops... 

Protegendo seu Carregador Portátil

Todo equipamento eletrônico tem pavor de água e umidade, inclusive aquele seu celular cujo fabricante jura que é à prova d'água. Na verdade, o aparelho "à prova d'água" tem uma espécie de blindagem contra a entrada de água, e não que seu circuito seja imune aos seus efeitos. O meu é um desses, mas eu não arrisco. Claro que uns respingos não vão prejudicar, mas não tenho coragem de entrar numa piscina, por exemplo... 

Já que água e eletrônica não se misturam toda vez que saio levo uns saquinhos do tipo zip, que oferecem uma excelente proteção contra água, uma vez que são herméticos.

Já se você pretende guardar o seu carregador portátil por muito tempo, evite guardá-lo com a bateria totalmente cheia: dizem os especialistas que o ideal é armazenar o aparelho com a a carga por volta de 40%. Assim, a energia não se esgotará tão cedo (lembre que essas baterias não podem ser "zeradas", senão deixam de funcionar) e não há risco de qualquer sobretensão ou sobrecorrente danificar o equipamento.

Bem, é isto. Espero que tenha sido útil.

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